Novo Plano Diretor deve aumentar os preços em São Paulo

Está caminhando a aprovação do Plano Diretor Estratégico (PDE). O projeto, que estabelece as diretrizes para as novas construções, já foi aprovado pela Comissão de Política Urbana, Metropolitana e Meio Ambiente da Câmara de São Paulo e agora precisa ser votado no plenário.

O plano é o instrumento da Prefeitura para rever o planejamento urbano da cidade e orientar o seu crescimento. Entre os seus objetivos está a priorização do transporte público em São Paulo e a diminuição da necessidade de deslocamento.

Para atender estas metas, estão previstos no plano pontos como a introdução de um limite de altura para prédios localizados dentro de bairros, em ruas onde não haja transporte público. Esta medida impacta diretamente a oferta de imóveis na cidade e deve aumentar o valor médio dos apartamentos em tais empreendimentos. O limite é de 25 metros de altura, o que corresponde a cerca de oito andares. Esta regra deve impactar bairros como a Pompeia, Perdizes, Morumbi e Moema.

Outra novidade continua no plano é o estímulo a novas construções mistas, com lojas, escritórios e apartamentos residenciais. O foco aqui é diminuir a necessidade de deslocamento das pessoas.

O último plano diretor foi aprovado em 2002 pela prefeita Marta Suplicy e o novo projeto é uma das promessas de campanha do atual prefeito, Fernando Haddad.

O projeto ainda está em trâmite, mas terá um impacto enorme no mercado imobiliário na cidade caso seja aprovado. Por isso, vale ficar de olho nos desdobramentos da sua aprovação na Câmara.

Por: Carolina Ruhman Sandler